Como é grande o meu amor por você

Posted in Cultura, comportamento, momentos, música, reflexão, sandra ABO calasans, shows on 17 Setembro, 2009 by Elemento Lingua

Com uma vontade muito grande de falar do Rei, tentei organizar algumas lembranças da infância mas confesso que senti dificuldades.

Roberto nos parece muito  íntimo,  e apesar do  Mito,  sinto que ele tem tentado nos mostrar  por uma fresta, que ali existe um menino.  O mesmo que  se deslumbrou ao conhecer o  Maracanã aos 12 anos,  e que estando ali pela segunda vez depois de mais de 50 anos,  sucumbiu às milhares de pessoas  presentes, e  se mostrou com humildade,  uma  simplicidade que me emocionou muito.

Neste episódio de comemorações, o que  vi pela Tv,  foi um Roberto querendo poder ser  “gente normal”… querendo falar diretamente sobre seus anseios,  rindo dos próprios problemas,  fazendo promessas de contar seus segredos mais inconfessáveis…

E é assim que sigo direto para os anos 1960..e tento contar umas  histórias da infância relacionadas ao encantamento envolvente do Rei.

Tudo começou eu ainda era bem pequena.  Não sei bem se eu tinha 5 0u 6…

Me lembro da enorme fila em frente ao teatro da Tv Record, em São Paulo,  misturada à apreensão, ansiedade, expectativa… mas mantendo certa organização, sem grande esteria…nem correria.

De repente, tudo era  mágico.  A gritaria ensurdecedora do lado de dentro dava o sinal de que o show estava por começar.

O que me chamava  atenção eram as cores porque pela tv a gente via em preto e branco.

Tim Maia… os Incríveis,  Renato e seus Blue Caps… Silvinha e Eduardo Araújo.  Todos os  convidados da  “Festa de Arromba” passavam pelas tardes de domingo na Consolação.

Benjor, usando camisa branca com pintinhas pretas, me fazia pensar em  sorvete de flocos,  e eram bem essas as associações que eu fazia,  naquele  mundo infantil em que eu só conseguia captar  mensagens  “non-sense”.

Bem,  estou  eu aqui com as lembranças…

Comemorei meu sétimo aniversário junto aos  24 do Rei,  numa grande festa no teatro Universal, em São Paulo.

O teatro era enorme e me lembro da corridinha pela rampa até o palco só pra ver bem de pertinho….

Aquele “tudo” Calhambeque também está presente.  Foi a primeira explosão de consumo que vi. Eram calças  de duas cores….(atrás era de uma cor e a frente de outra)……..cintos, chapéus e bonés, camisas, botas, bolsas e bonecas.

E  no comando estava o Rei.

Wanderléia era uma menina meiga que  exibia  sensualidade e  pureza ao mesmo tempo, pois não conseguia esconder sua  paixão oculta no brilho do olhar.

Erasmo…  bem…  eu  nunca “tietei”  ninguém na vida, eu juro!  Mas,  num breve encontro no camarim de estréia de Jorge Vercillo recentemente  no Canecão,  não me contive em levar um “tremendo”  abraço  dele pra casa… Pop-rock, divertido e igualzinho ao dos anos 1960,  seu brilho é de estrela,  sem dúvida.

Sim,  as comemorações dos  50 anos de carreira de Roberto me trouxeram a infância até aqui, e  sua tragetória, com alegrias e tristezas  que tanto se misturaram às nossas,  pode sim fazer refletir sobre carreira, oportunidade, sucesso, dinheiro, espiritualidade, sonhos, amor, companheirismo, perdas, solidão, crença, entrega, verdades, manias, segredos e…

Mitos.

É muito difícil falar sobre o Rei.

Sem palavras

Posted in momentos, música, sandra ABO calasans, shows, vídeos, youtube on 14 Setembro, 2009 by Elemento Lingua

Minha querida “best-friend” de todos os tempos…..

Posted in momentos, reflexão, sandra ABO calasans on 10 Setembro, 2009 by Elemento Lingua

Depois de uma longa estada no Rio, em clima rústico de praia e montanha, na Praia da Macumba, onde moro também, volto pra casa e começo o meu reencontro com minhas origens de menina do interior.

Em São Paulo, tudo tem cheiro de antigamente e não me aborreço nem um pouquinho em pensar na idade que  tenho,  nem em dizer que a nostalgia faz parte dessa fase da vida, queiramos ou não.

Inexplicável sensação  ao pisar as calçadas da  Augusta, as livrarias da Paulista, a escadaria da Tv Gazeta relembrando os  tempos de  faculdade, o  Masp, o Metrô.  Tudo isso com cheiro de antigamente.  Para uma pessoa que passou 15 anos da vida entre as praias  do Recreio e da Macumba, no Rio de Janeiro,  cheirando à maresia e sal,  andando de Havaianas, criando as filhas em ruas de terra e bicicleta, não dá pra negar que o  cheiro da poluição e a garoa…aquele friozinho, com chocolate quente e cinema, não tenha mexido tanto com a nostalgia.

Mas aí o coração vai mais longe… e reencontro minha grande amiga…30 anos depois… … e digo:

“Aqui estamos nós. Outra vez ligadas, desta vez não por algo feliz, mas por um sentimento de afeto muito grande, o mesmo que nos uniu desde os primeiros instantes da infância, quando nos conhecemos. Nunca pude me esquecer do dia em que entrei na sala de aula do “Grupo Escolar Siqueira Morais” e logo avistei aquela loirinha “antipática”, com cabelinho semi-preso no alto da cabeça, com um reloginho de pulseirinha preta no braço esquerdo. Magricela, e a mais popular entre as amigas, jamais eu poderia imaginar que dali sairia um bem querer tão grande que  nem todos esses anos me fariam esquecer. Ao ligar pra  vc naquele dia, fiquei esperando uma vozinha estridente me chamando: Sammyyy !!!!!!….mas ao contrário, quase não nos reconhecemos pela voz. Pra vc ver…o tempo deixa sequelas, mas elas não afetam o coração. A vida nos reservou caminhos distintos mas guardo, aqui dentro, cada um dos momentos que passamos juntas, queridas, feito unha e carne, pelas ruas da cidade. Tem gente que até hoje se confunde, quem é Sandra, quem é Márcia… Nesses anos todos, nunca deixei de pensar em vc no seu aniversário e ao contar histórias da minha curta adolescência pra minhas filhas. É amiga…minha vida deu muitas voltas, entrei para um mundo muito diferente, conheci uma maneira diferente de encarar a vida que naquele nosso mundinho de Jundi dos anos 1970, eu jamais poderia imaginar. Tenho muitas histórias pra contar mas mantenho o sotaque do interior e preservo a minha origem da qual vc faz parte e fará para sempre. A Darci foi uma perda irreparável. Fiquei dias e noites com a imagem dela na cabeça…ela foi um ícone pra mim ! A mulher moderna é um símbolo que trago como referência. Despojada, às vezes até irreverente. Uma mulher à frente do seu tempo. Foi isso que eu vi na Darci. E isso me valeu muito, em muitos momentos da vida. Acabei de perceber que sua imagem marcou muito minha lembrança. Não tenho como pensar minha vida sem pensar em vcs. As jabuticabas da fazenda Chapadão, a Gigi, a Katú, as enchentes, as brincadeiras do clube, a avó Aurora, a Paty, o Pink, o vozerão bravo do coronel, as festas de aniversário no Jardim Cica, nossas aulas de inglês no Yázigi com a Ana. O macacão LEE, o Mirim-Dog,  e tantas outras lembranças deliciosas de um tempo que passou muito rápido pra mim, mas que me deixou muitas marcas. Hoje, minha vida ainda não é nada tranquila, vivo entre Rio e São Paulo depois de ter morado no Rio por 15 anos. Eu, jornalista, trabalho com preparação e edição de  livros, mas trabalho em casa,  pois a carreira do marido maestro sempre foi uma prioridade e não dá pra ser de outra forma. Não pense que a vida foi fácil pra mim. Aquela princesinha “ignóbil” da  Major Sucupira ficou num passado bem distante. Eu batalhei muito, tive que ter um pulso muito firme, criei minhas filhas praticamente sozinha no Rio, com o marido viajando o mundo em tournées, mas posso te garantir que, mesmo com dificuldades, o que mais prevaleceu na minha vida foi o amor. Abracei uma história de amor, me lancei nela e aqui estou….ainda por cumprir  minha missão…..

Te adoro amiga, te desejo toda a força do mundo neste momento difícil que vc está passando e se lembre sempre desta sua amiga aqui, que estará sempre torcendo por sua felicidade.”

Sammy !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Darci Brito foi  minha madrinha querida e a perdemos inesperadamente  no início deste ano.  Foi realmente uma mulher à frente de seu tempo, a quem presto  esta homenagem !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Virada Cultural. org

Posted in Ciências Sociais, Cultura, comportamento, sandra ABO calasans, shows on 3 Maio, 2009 by Elemento Lingua

Ishhhh……………..cheguei…

Por um momento pensei que não conseguiria…é um grande evento, confesso, mas São Paulo merece uma  organização melhor.

Apesar de bem policiado e sem grandes ocorrências, não se pode  ignorar alguns tumultuos  por conta da excessiva venda livre de bebida alcoólica e consumo de drogas ! Vamos fazer de conta que não vimos nada,  mas mentiroso é aquele que disser não reconhecer aquele cheirinho bom da fumacinha… daquele cigarrinho… ainda  proibido…  saindo daqui e dali na maior, e mais a bebida rolando solta pra maiores e menores.

Politicamente: incorreto!

E hipócritas seremos se dissermos não acreditar que ali esteja rolando um grande tráfico de drogas químicas e um superlativo consumo por entre os mais jovens e gente de todas as idades. Passam por nós um éter, um álcool,  um cigarro e aquele um, que bem mexem com a lembrança de até os mais esquecidos…  o lança perfume universitário, ao vivo ali,  em pleno metrô.

Tudo muito democrático,  gente bonita desfilando por entre moradores de rua embevecidos pelo incomodo do evento que lhes tira o conforto da rua e  a privacidade de uma boa noite de sono.

O mundarel de gente que se encontra num vai e vem  está ali para brindar a Cultura, não pelo cardápio oficial, mas pela liberdade de poder se expressar, cada qual com a sua linguagem multi-todas-as-coisas, todas as cores e todos os estilos, todos os credos  e todas as filosofias que se possa imaginar.

Ali ninguém tem sexo, idade, raça, religião… tá todo mundo atrás de diversão, conhecimento, aprendizado, conceito, liberdade, expressão.

É muita gente. Um mar de gente. Um exército de gente!

Só que…

…o som dos palcos vaza,  de um para outro… a música se cala de tempo em tempo… o que  não faz sentido.

Os palcos deveriam ficar sempre fechando as ruas para evitar o confrontro das tribos.

As percussões se misturam porque os graves transitam entre os prédios… talvez inevitável… os palcos ficam perto demais.  Só um pouquinho mais de dedicação na organização e o evento se mostraria a que veio.

Mas o que eu vi foi uma grande confusão de gente indo e vindo sem saber pra onde, não consegui ver show nenhum, muita gente bebendo e caindo;  apesar dos banheiros químicos, muita “gente” fazendo xixi na rua… jogando papel ,  latinhas, lixo…muito lixo nas ruas.

No ano que vem, gostaria muito de poder participar de um evento mais organizado…para um povo mais educado….desculpem tô quebrada,  preciso  dormir…

Uma delícia chamada “Divã”

Posted in Arte, Cultura, cinema, sandra ABO calasans on 22 Abril, 2009 by Elemento Lingua

Vale uma entrada só para registrar uma delícia chamada “Divã”.

Gostaria de parabenizar elenco e  produção pelo empenho e  excelente resultado que está sendo apresentado nos cinemas, o que reafirma a qualidade da produção nacional, que já não fica longe de estar entre as melhores do mundo.

Com  adaptação e roteiro  amarradíssimos por  Marcelo Saback, o texto é divertidíssimo e a atuação de Lilia Cabral impecável merece um Oscar ! Elenco maravilhoso…nota mil !!!!!!!!

Orgulhosamente:  Parabéns cinema nacional.

Só para refletir…

Posted in Ciências Sociais, ciências políticas, comportamento, filosofia, reflexão, sandra ABO calasans on 17 Abril, 2009 by Elemento Lingua

São Jorge que me perdoe… mas têm coisas  urgentes a serem discutidas neste país e que  andam  um tanto esquecidas.  Mas também, não é de hoje…

Num país como o nosso, de dimensão territorial, diversidade cultural e religiosa, precisamos nos ater ao que representam os feriados, sejam eles nacionais, estaduais ou municipais, tanto para a economia quanto para a cultura.

Está virando moda, de uns tempos pra cá, emendarmos uma semana inteira por conta de feriados, sejam eles  religiosos, históricos, conceituais, políticos, emergenciais…ou o diabo a quatro…

Eu realmente acredito que nossas crianças devam aprender a respeitar a cultura, nosso polêmico passado histórico, ou quaisquer mitos que por ventura suas famílias adotarem como crença religiosa… mas acho também que devemos transmitir a elas o senso de cidadania, ética e responsabilidade, respeito e generosidade, que não estão embutidos nos pacotes de feriados ou de finais de semana prolongados.

Que tal mudarmos a cultura da vagabundagem em pról de  ideologias mais produtivas, mais realizadoras e representativas que nos tragam um bom retorno sob o ponto de vista humano, do que simplesmente cultuar uma tradição religiosa ditada por homens nem um pouco escrupulosos que não saem de seus tronos, nem arregaçam suas mangas pra ajudar efetivamente seus vizinhos, nem mesmo diante de  estrondosas catástrofes ?…

Sugiro tirarmos uma única semana anualmente, para que cada um possa se dedicar  àquilo em que acredita de verdade, seja lá o nascimento ou a morte de um  messias, o respeito à virgem sua mãe, à todos os homens e mulheres santos e márteres, entidades ou simbologismos de qualquer espécie, respeitando todos os grandes feitos históricos, e todas as religiões como também aqueles que, por ventura  escolherem permanecer fora delas.

Por que não efetivarmos a semana do meio ambiente, o dia da árvore, do ar, da água ?… que deverá ser  nossa escolhida e útil religião prum futuro muito próximo…  Será que não está na hora de voltarmos a reverenciar o deus  sol, a mãe lua, a deusa água, a virgem floresta, a sagrada Terra ?…

Por que não aderirmos à semana sem carro, sem lixo, sem poluição… sem violência, sem discórdias, inclusive as religiosas,  se é disso que depende o futuro de nossas  crianças ?…

Por que não instituirmos a semana da ética, da cidadania, do “bom caratismo”, da benevolência, da doação ?…

Por que não a paciência e a tolerancia citadas pelo Dalai Lama em detrimento da onipotência e arrogância ditadas por opressores através da excomunhão ?…

Por que não efetivarmos a semana santa da caridade, da vida sem fome, sem aids… sem armas ?…

Por que não efetivarmos com toda a nossa fé o uso da camisinha, já que vem sendo demosntrado que nossa vida afetiva e nossa sexualidade  estão passando por momentos de vulnerabilidade da qual não escapam nem os mais solenes representates da Santa Sé  que pouco a pouco, estão sendo desmascarados  por denúncias de pedofilia, estupros e relacionamentos nem um pouco condizentes ao seu ofício celibatário ?…

Por que dizer  “não” ao aborto se sua prática é uma triste e arriscada realidade…e  “sim”  à mortalidade infantil…  à fome, à falta de instrução, à vida  sem o mínimo de dignidade ?…

Será que foi isso mesmo que Ele veio nos ensinar ?…  Será que crianças não deveriam ter melhor qualidade de vida do que a miséria a que estão condenadas por todos os continentes do planeta?…

Ora, ora….por todo o sincretismo….  nós não precisamos de tantos feriados….o que precisamos é  elevar o pensamento aos céus para pedir por decência !!!!!!!!!!!!!!!!!!

Só agora, por falta de tempo…

Posted in sandra ABO calasans on 17 Abril, 2009 by Elemento Lingua

… Mas sem deixar passar…

Gosto de escrever sobre arte, momentos, amor, coisas leves, suaves…mas tem coisa que a gente não pode deixar passar.

E essa coisa se chama “indignação”.

Minha indignação está latente desde os habbeas corpus concedidos pelo Supremo Tribunal Federal no caso Daniel Dantas. Um caso que me gerou muitas dúvidas a respeito da credibilidade da instituição.

Eu acho que faço parte de uma das últimas gerações que conseguiu receber um ensino público de qualidade, no início dos anos 70, ainda no curso ginasial, mediante o pagamento do preço de receber, obrigatoriamente, as aulas de educação moral e cívica  ministradas pelo governo Médici com a intenção de impossibilitar qualquer tipo de liberdade cognitiva. O que nos fez então, romanticamente, acreditar nas instituições.

No Caso de Dantas, a indignação ficou a cargo da dimensão das atitudes tomadas pelo Supremo Tribunal para tirar o verdadeiro foco do caso, corrupção ativa, roubo, formação de quadrilha, evasão de divisas, tentando reverter a ira da opinião pública para o trabalho realizado pela polícia federal, mandando prender delegados envolvidos no caso, etc, etc.

Proibiu-se, então,  o uso de algemas para bandidos de qualquer natureza alegando-se preocupação com a exposição pública do cidadão e proteger assim a imagem dos marginais de colarinho branco, que tendem a ser  os  mais temidos no país, por ordem da … impunidade…

Vale aqui lembrar também o caso Daslu… entre muitos, muitos  outros…  todos acobertados pelos tribunais de justiça…mas que justiça é essa, malandro ????

O direito de falar x o dever de ficar calado

Posted in sandra ABO calasans on 12 Dezembro, 2008 by Elemento Lingua

Ora meu Deus!

Realmente, acho que estamos perdendo o foco da importância das coisas. Ou estamos perdidos numa escala de valores absolutamente equivocada.

O que é preciso ser dito anda esbarrando no que é preciso ser silênciado. O respeito se desencontrando do que é preciso ser respeitado, numa falta de entrozamento entre o sujeito e seu objeto,  o que torna certas questões incompreensiveis, inclassificáveis, inqualificáveis.

Mais uma vez sobre os formadores de opinião. Mais uma vez sobre a liberdade e a libertinagem da comunicação.  Mais uma vez sobre a responsabilidade de quem expõe o conteúdo versus as possibilidades de interpretação de quem o analisa ou puramente o consome.

Enfim, o que deve ou não deve ser dito  ainda se move paralelamente à ética, à retórica e à liberdade de expressão.

Num único dia , em frente à tv, não consegui entender os motivos que levaram a apresentadora Sonia Abraão a convidar  o ex-marido vilão arrependido  para um pedido de perdão público à atriz  Suzana Vieira seguido de uma súplica para a reconciliação  e,  24h depois,  o mesmo ex-marido vilão anunciando seu amor pela amante, com quem estaria prestes a constituir família, numa exposição gratuita e muita falta de respeito aos sentimentos da pessoa da atriz, o que muito me lembrou a estonteante história de Bruna Surfistinha.

Por outro lado e logo na seqüência, surge a bombástica declaração em tom de desabafo e indignação da apresentadora Ana Maria Braga, escurraçando o tal marido-vilão, banindo-o deste mundo.

Por fim,  o cara se afoga em cocaína, passa de vilão a vítima,  deixa a amante em má situação,  cumpre a profecia da apresentadora.

E agora José…?

O desfeixo deste caso infelizmente é trágico, mas fica aqui novamente uma  reflexão diante da atitude da imprensa, se é que se pode chamar assim, e do estardalhaço em torno da vida pessoal da atriz.

Fiquei confusa.  Alguém poderia me indicar com quem está a razão?

Ainda em frente à tv, aproveito para expressar minha indignação para com o desfeixo do caso do menino João Roberto. A alegação para a absolvição do policial é de que ele agiu no cumprimento do dever. Que eu saiba o  dever da polícia é proteger o cidadão e não abrir fogo contra ele.

Não entendi.

Minhoca Voadora

Posted in momentos, música, sandra ABO calasans com as tags , , on 25 Novembro, 2008 by Elemento Lingua

Fiquei apenas sabendo, que na última sexta-feira, houve um show especial de Natal, numa praça em Fortaleza. Que de tudo que é belo, não faltou nada…com direito a decoração natalina e coral de crianças nas varandas dos prédios, e um especialíssimo show, meu amigo querido Jorge Vercillo, subiu e, com voz e violão, en-cantou meu hino preferido … “Em tudo que é belo”!

Fiquei agradecida só por saber que milhares de pessoas naquela praça puderam ouví-la, assim, ao vivo…

Na próxima encarnação, eu virei como minhoca voadora, para poder estar presente nessa hora e poder sentir, ao vivo, essa emoção!

Obrigada pelo presente, amigo! Eu sabia que esse dia chegaria.

As mulheres da banda

Posted in sandra ABO calasans com as tags , , , on 24 Outubro, 2008 by Elemento Lingua

Nem sei mesmo como dizer, por um instante fiquei sem saber o que fazer com as palavras. Sinto a voz do expressar embargada na garganta, mas ainda assim me arrisco a cometer um erro, e com total atrevimento sugiro um “oceanar” como momento único, de um transbordar absoluto.

Quem entende de amar, entende o que eu digo.

Nesta história, minha vida se mistura a Oceano, e minha emoção transborda junto de minhas lembranças. Foi mesmo um momento único, restrito.  Eu preparava uma vida e a vida me preparou uma história.

Carol Welsman e o Dja

Foi quando tocou o interfone. E pelo chamado aos poucos fui entendendo meu lugar de mulher, de companheira. A música sempre falava mais alto lá em casa e neste instante compreendi o meu papel. Minha família estava crescendo junto com minha barriga e a música me desafiava a encarar uma nova vida. Pelas mãos do pianista ela levava meu companheiro para o mundo, me deixando responsável por todo um aconchego à espera de sua volta. E foi assim que se fez…E é assim a vida das “mulheres da banda”.

À beira do palco, nossa vida vai passando como se fosse um filme. Ele, o palco, sempre o protagonista. Nos bastidores somos espectadoras do assédio e da falta de rotina, vemos nossos filhos crescer, no vai e vem de um pai sem datas. Mas a música nos alimenta, nosso amor nos complementa e nos traz a serenidade necessária para cada reemcontro, e a força  necessária para a próxima partida. E isso faz da nossa vida mais que desejada . A “glamourosa” vida do palco, onde na realidade a fantasia não se mistura, porque as luzes se apagam e  voltamos para casa.

Com os laços se estreitando  desde o estúdio de gravação, estendo aqui uma calorosa menção às “mulheres da banda”, começando pela Claudia Maia com quem eu sempre falava em escrever essas histórias, mas com muita saudade, da Simone Martins, da Mônica Mariano, da Irene Gil, da Cida Campello, da Ticiana Oliveira, da Evelyne, das duas Andreias, a Vasconcellos e a Mariano, Zânia Castilho, da Ana Stela Bala Gomes. Todas passamos pelos mesmos caminhos. Umas ficaram, outras partiram….mas nossas vidas se cruzaram em Oceano.

Deixo aqui um super beijo aos meus amigos músicos que um dia formaram uma super banda – considerada uma entre as melhores já vista na história da música brasileira.

Carlos Bala Gomes, Marcelo Martins, Torquato Mariano, Glauton Capello, Arthur Maia, Armando Marçal, Walmir Gil, François Lima, Sidinho Moreira, Pirulito, Marcelo Mariano, João Castilho e André Vasconcellos e o meu maestro Paulo Calasans.