Arquivo para Julho, 2008

O eterno amor e um piano

Postado em sandra ABO calasans com as tags em 31 Julho, 2008 por Elemento Lingua

Minha amargura vem da amargura dos poetas
minha felicidade das minhas crianças
de meus amores um só amor que me mata
como eu te amo

da crueza das palavras mal ditas
um silêncio profundo se entrelaça
numa garganta que só quer te bendizer
porque a ti eu amo tanto
e a ti pra sempre amarei

Sei do teu amor por mim
e sei que é único
e sei que só a morte vai explicar
sua grandeza infinita

para morrer basta parar de respirar
meu ar em ti não vai faltar
e o pulsar sem fim
de tudo que há em mim
há de vingar a minha ausência

e de tudo só meu amor por ti
há de sobrar
a explanar um céu de eterno amor
que de outras vidas este amor vindou
e a outras terras deslizará

não entendo um amor tão grande assim
minha vida se modificou por ti
tua presença em mim frutificou
e o nosso amor jamais vai acabar

minha garganta pede por te bendizer
de um amor por ti que tive
e tenho e terei para sempre
apesar do meu calar profundo
porque a ti eu amo tanto
e a ti sempre amarei

que nem a minha morte há de levar

Postado em fotos em 30 Julho, 2008 por Elemento Lingua

Esboço (Por um sentimento eterno)

Postado em sandra ABO calasans com as tags em 30 Julho, 2008 por Elemento Lingua

Tuas mãos são como penas
que dançam ao vento sobre o teclado
e o som sai da pronfundeza da alma
para a profundeza do ser
saber
Viver como gente
ser gente
sentir a melodia como canto de pássaro
coisa natural
Teu corpo é todo feito de tons e sobretons
sua alma é negra
linda
e eu a te contemplar
até o amanhecer.

escrito na madrugada do primeiro encontro com a música
em julho de 1979

Sobre o amor

Postado em sandra ABO calasans com as tags em 30 Julho, 2008 por Elemento Lingua

O amor é uma eternidade que faz a alma doer,

para poucos descobrirem o que é a existência.

escrito e publicado às 8:34 do dia 23 de maio de 2008

Confusões (sem ti)mentais

Postado em sandra ABO calasans com as tags em 30 Julho, 2008 por Elemento Lingua

Nesses dias, que estão passando….
nem eu ! nunca me senti tão confusa;
minhas histórias tão confusas e tão cheias de conflitos, vêm e vão……..
Minha mente se confunde ainda mais, sem ti………..

Fico-me a perguntar ‘por quê ?’…………quero respostas;
minha alma sabe bem o que é bom e o que é ruim…
mas meu coração esquece………meu coração nem sabe mais;

sei que te quero sempre perto
sei que quero o teu pensar em mim
quero o calor da tua mão num toque
e o teu tocar também em notas musicais

por quê tem que ser tudo tão difícil?
por quê essa distância tem que ser assim tão fria?
por quê esse momento silencia tanto?
o quê aconteceu com aquele nosso encontro?

me custa acreditar que está tudo perdido
dentro de mim há sempre um grande encantamento
a esperar você chegar da despedida
pra devolver os beijos de tua partida

o que eu vou fazer com esse amor que sinto
se os meus abraços estão aqui te esperando
eu me sufoco com teu nome na garganta
ao mesmo tempo que essa mágoa me devora

faz alguma coisa pra livrar a minha alma
eu te amo tanto que não sei como fazer
eu sei que pode ser feliz longe de mim
se for mentira volta aqui pra me dizer

preciso de você aqui e agora
me mostre aquele amor de antigamente
cadê aquele menino que me amava tanto
onde ele está ?…

Vingança de mim

Postado em sandra ABO calasans com as tags em 30 Julho, 2008 por Elemento Lingua

Vingo-me ao entrar no seu eu profundo
e enraizar minha audácia no seu íntimo
Minha vitória há de haver em sua perda
Do meu eu profundo digo que sei
não foi fácil me apartar das provas
daquele seu devaneio
Mas venci por me virar
Da vingança tive que beber todo o veneno
e experimentar toda a sua glória de prazer
e enfrentar todo o frio do enfrentamento
e todo o faz-de-conta tive que vencer
mas meu acreditar em mim venceu
E eu cresci…

escrito e publicado às 16:44 do dia 21 de maio de 2008

Sobre a vingança

Postado em sandra ABO calasans com as tags em 30 Julho, 2008 por Elemento Lingua

Vingo-me ao me dirigir ao seu eu profundo
e enraizar-me vitoriosa no seu íntimo.
A  minha audácia há de haver em sua perda.

O homem e a(s) mentira(s)

Postado em outros autores com as tags em 30 Julho, 2008 por Elemento Lingua

Decorreu no final do ano de 2006, na cidade do Porto, em Portugal, “o colóquio subordinado ao tema ‘O Homem e a(s) Mentira(s)’ organizado pela Sociedade Portuguesa de Psicanálise.Várias e interessantes foram as reflexões apresentadas pelos palestrantes. Salientaria fundamentalmente, sem qualquer demérito para as restantes, a posição do Dr. Jaime Milheiro, que foi o presidente honorário do colóquio, e que fez um alerta para os sinuosos perigos do casamento da mentira com a destruição:

‘(…) Há quem prefira chamar-lhe inverdade, versatilidade de opinião, informação insuficiente, imprecisão de pensamento ou outras delicadezas parecidas’, enfatizando que, ‘(…) a verdade, porém, é que nunca se mentiu tanto como agora, (…) seja para prejudicar outrem, enaltecer o ego ou omitir uma verdade inconveniente ou dolorosa, a mentira é aprendida na infância e faz parte do processo de crescimento. Pode até ser ” remédio para inúmeras complicações, dores e sofrimentos’, mas mais grave ainda, “está de tal forma vulgarizada que se chegou ao paradoxo que quem fala a verdade, nada consegue, enquanto o engano parece funcionar em todos os lugares – por vezes, sob o eufemismo de diplomacia – desde que servido numa baixela atractiva’!

Todavia o Dr. Jaime Milheiro foi mais longe e afirmou:
‘(…) a par do crescimento da mentira, assiste-se ao aumento da destruição, enquanto se fala cada vez mais de ética. Mentira e destruição têm o -estatuto de conjugalidade- e, juntas, tomaram conta da sociedade’.

A corroborar esta veemente comunicação, acresce a do Prof. Rui Coelho, professor da Faculdade de Medicina do Porto, que referiu:
‘a mentira nunca é legítima e não faz sentido falar de -mentira saudável- porque mentir prejudica a saúde mental de quem a pratica e está sempre associada à “desvalorização da capacidade de pensar do outro’.

No âmbito da personalidade dever-se-á ter presente que: ‘a mentira serve também para iludir um défice de narcisismo, ou seja, para esconder uma fragilidade do Eu, quando é sádica, a falsidade destrói relações e pode transformar-se em patologia.’

Sem mentiras, um colóquio deveras interessante. Menos verosímil ainda pensar-se sobre o exposto, quiçá pensar-se porque mentimos… um excelente exercício de introspecção.”

- por ammedeiros em Novembro 20, 2006.

http://ammedeiros.wordpress.com/2006/11/20/o-homem-e-as-mentiras/#comment-1293

O silêncio é composto de muitos silêncios

Postado em outros autores com as tags em 30 Julho, 2008 por Elemento Lingua

Nos silêncios do silêncio muito se poderá ouvir. Silêncios de cumplicidade e entendimento. Silêncios de ternura. Silêncios de compaixão. Silêncios de amor. Silêncios de compreensão. Silêncios de prazer. Silêncios de alegria. Silêncios de confiança. Silêncios de interesse. Silêncios de saber. Silêncios de emoção…Mas o silêncio tem outross silêncios. Silêncios que constroiem muros cujo silêncio é lúgubre e sepulcral. Silêncios de descriminação. Silêncios de adeus. Silêncios de morte. Silêncios de crueldade. Silêncios de desconfiança. Silêncios de desamor. Silêncios de sofrimento. Silêncios de desumanidade. Silêncios de solidão. Silêncios de angústia. Silêncios de vazio e distanciamento…O Silêncio é paradoxal. Na sua infinita ambiguidade residem silêncios mais ou menos cómodos e oportunistas. Silêncios de mentira e omissão. Silêncios repletos de covardia. Silêncios de manipulação.

Em cada silêncio das nossas vidas deveremos perguntar: O que queremos que reste depois de cada silêncio? De que silêncios queremos preencher o nosso silêncio?

Silêncios que são pontes ou silêncios que são muros…

AMMedeiros (Sonhos e Paradoxos)

Ainda sobre o silêncio

Postado em sandra ABO calasans com as tags em 30 Julho, 2008 por Elemento Lingua

O silêncio é a ausencia de respostas
é o som que perpetua o vazio da alma
é a voz calada do adeus.